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  • Carma e censura: documentarista conta como é ser LGBT no Sudeste Asiático
    por: Lado Bi07/04/2017 10h43
    Lado Bi no. 185 - Sudeste Asiático Essa semana o LADO BI explora a realidade LGBT do Sudeste Asiático com Gabriel Alves de Faria, fundador da Not Only Voices. Gabriel passou três meses percorrendo países como Singapura, Vietnã, Tailândia e Indonésia, durante os quais ele entrevistou 80 ativistas LGBT. Ele conta que os efeitos das religiões orientais sobre a homossexualidade não são tão distintos quanto o das religiões do nosso lado do mundo: "Eles reconhecem-se como gays, que têm atração por pessoas do mesmo sexo, mas preferem não ter atividade sexual, porque vai contra sua crença islâmica. No budismo, há uma maior aceitação, mas sempre ligado a uma questão cármica, uma questão de punição por algum erro em uma vida passada". Ele pode presenciar como é a vida de LGBTs em países em que a homossexualidade é proibida por lei: "É difícil promover a prevenção do HIV e distribuir camisinha, porque isso é considerado uma 'promoção' da homossexualidade. Gays têm medo de entrar em hotéis com outro homem, pois a polícia pode parar, ver o registro na portaria e invadir o quarto". A cultura LGBT é apagada da mídia: "na Singapura, por exemplo, o casal gay de 'Modern Family' não passa de dois amigos que moram com uma criança em casa - todas as referências ao relacionamento amoroso entre eles são cortadas". Outras tradições, no entanto, fazem com que a transexualidade seja mais bem aceita que a homossexualidade: "Devido a uma cultura milenar de crossdressing, mulheres trans são mais bem aceitas, apesar de não plenamente. Para eles, um homem gay é um desafio maior às estruturas patriarcais."
    Tags: aids , tailândia , homossexual , vietnã , indonésia , gays , lésbicas , myanmar , bissexuais , transgêneros , birmânia , lado bi , modern family , marcio caparica , lgbttt , travestis e transexuais , kathoey

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  • "Estamos criando uma nova masculinidade": 3 homens trans contam como vivem
    por: Lado Bi31/03/2017 09h27
    Lado Bi no. 184 - Homens Trans Na próxima segunda-feira estreia a novela "A força do querer", que entre seus personagens terá um homem trans. Antes de Gloria Perez dominar o imaginário nacional, o LADO BI traz ao estúdio três homens trans para conhecer suas realidades: Miguel Ângelo de Simone, 19 anos, estudante; João Henrique Machado, 25, estudante; Lam Matos, 34, diretor do Ibrat (Instituto Brasileiro de Transmasculinidades). Matos acredita que a exposição em rede nacional fará com que mais homens trans tenham a coragem de tornarem sua existência pública, "e isso vai incomodar muita gente, principalmente quem gosta de dizer que 'homem é homem e mulher é mulher'." Simone torce para que a representação fuja do ideal que tentam impor para os homens trans: "querem que sejamos todos gostosos, sarados, com a barriga chapada". Os três sentem que a maneira como são tratados se transformou depois que passaram a serem percebidos como homem: "agora eu vou na padaria e me chamam de grande. Eu tenho 1,65m!", repara Simone. "Agora eu levo o carro para o mecânico e ele acredita no que eu digo. Antes eu era ignorado porque 'mulher não entende de carro'", constata Matos. "Por eu ser negro, muitos começaram a me ver como alguém perigoso, a polícia passa bem devagar por mim na rua", lamenta Machado. Sua história de vida lhes dá um ponto de observação único sobre o comportamento masculino ("Há muita pressão entre os homens cis para se contar vantagem sobre o que se fez com as mulheres", aponta Machado) e sua fixação com o pênis: "as pessoas querem homem ou pinto pra namorar? Porque, se for pinto, na sex shop tem um monte", ironiza Matos. Produção e apresentação: Marcio Caparica
    Tags: homossexual , gays , lésbicas , bissexuais , transgêneros , glória perez , glória maria rebelo ferrante perez , lgbttt , travestis e transexuais , a força do querer , homem trans

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  • "O Islã não tolera qualquer tipo de discriminação", diz professora da USP
    por: Lado Bi24/03/2017 10h38
    Lado Bi no. 183 - Islã A fé muçulmana é constantemente retratada de maneira negativa por nossa cultura cristã ocidental, principalmente quanto à maneira como trata LGBTs. Mas quais são as verdadeiras filosofias do Islã quanto à homossexualidade e a transgeneridade? A professora Francirosy Barbosa, coordenadora do Grupo de Antropologia de Contextos Islâmicos e Árabes da USP Ribeirão Preto, é a convidada do programa dessa semana. Ela explica que a visão da maior religião do mundo não é tão diferente daquelas que a precederam: "a homossexualidade no Islã, assim como no judaísmo e no cristianismo, é considerada interdito, 'haram'". A sexualidade de todas as pessoas, nessa cultura, é considerada algo de cunho privado: "No Islã, se você não publiciza sua homossexualidade, ninguém tem o direito de interferir na sua vida". Esse ainda é um assunto muito recente na história de todas as religiões, ela afirma: "não acredito que a homossexualidade vai deixar de ser considerada haram, mas certamente o que vai mudar é como os muçulmanos vão lidar com isso". Ela frisa que o Islã tem, por princípio, não discriminar jamais qualquer pessoa: "Um muçulmano temente a deus jamais vai discriminar quaisquer seres humanos, e jamais pode dizer que alguém não é muçulmano por qualquer razão." A necessidade de estabelecer um binarismo em tudo no mundo é responsável pelo fenômeno das cirurgias de mudança de sexo no Irã, que recebem apoio do Estado: "Não se pode ter nada 'intermediário': ou você é homem ou você é mulher. O Irã instituiu que o ser humano tem que definir sua orientação sexual - nesse caso, com a cirurgia." Barbosa também desmistifica a questão do uso do hijab, o véu das mulheres muçulmanas: "O lenço da mulher muçulmana é uma obrigação alcorânica, mas vinda de Deus. Nenhum homem pode obrigá-la a usar o lenço". E aponta o preconceito dos brasileiros: "o grande problema das mulheres muçulmanas no Brasil, na verdade, é que aquelas que querem usar hijab não conseguem emprego." Produção e apresentação: Marcio Caparica
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  • Amanda Nunes: "nunca tentei mudar, sabia que seria campeã do jeito que sou"
    por: Lado Bi17/03/2017 12h03
    Lado Bi no. 182 - Amanda Nunes Essa semana o LADO BI entrevista Amanda Nunes, campeã da categoria peso-galo do UFC. A lutadora consolidou sua posição entre as grandes atletas do MMA quando, em dezembro, nocauteou a ex-campeã Ronda Rousey em menos de 50 segundos. E, em seguida, comemorou a vitória com sua namorada, Nina, no ringue. "Eu nunca escondi de ninguém que sou lésbica", afirma. "Mesmo antes dessa luta, eu já mostrava no Instagram que estamos juntas." Ela afirma que sente a maneira como a mídia e o UFC dão mais projeção a Rousey, por seguir um padrão de beleza padrão, mas resiste a tentar enveredar pelo mesmo caminho: "Eu sabia que seria campeã do jeito que sou, independente do que o UFC quer fazer com a divisão". Nunes conta sua trajetória até conquistar o cinturão do UFC: "eu dormia na academia para não gastar com transporte. Mesmo depois de conseguir ir para os Estados Unidos treinar, continuava focada. Quando surgiu a oportunidade de lutar por lá, três meses depois, estava preparada". Acostumada a treinar com homens, lembra-se que já surpreendeu vários machos incautos: "o jiu-jitsu é um esporte que usa bastante a técnica. Eles pensavam que é só questão de força, mas, como treino a mais tempo, tenho a técnica mais refinada e acabava finalizando". No futuro, quer ajudar outras garotas a seguirem a trajetória de sucesso que traçou: "penso em abrir uma academia para o público feminino, ajudar as meninas a chegarem lá mais rápido e darem porrada".
    Tags: homossexual , mma , gays , vale-tudo , lésbicas , ufc , bissexuais , transgêneros , lado bi , ronda rousey , lgbttt , travestis e transexuais , amanda nunes

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  • Lola Aronovich conta como enfrentou e venceu os ataques de trolls machistas
    por: Lado Bi10/03/2017 11h38
    Lado Bi no. 181 - Misoginia "O machismo é o medo que os homens têm das mulheres sem medo". Essa frase de Eduardo Galeano orienta o trabalho da convidada do LADO BI dessa semana, a professora Lola Aronovich, professora da Universidade Federal do Ceará e autora do "Escreva, Lola, Escreva", um dos principais blogs feministas do Brasil. Aronovich analisa os efeitos da misoginia em nossa cultura, especialmente sobre a vida de LGBTs. "Eu nunca vi uma pessoa misógina que não fosse homofóbica", aponta. Mas lembra que pessoas LGBT também podem ser misóginas: "A gente vê muita misoginia por parte de gays, que dizem que têm nojo da vagina, etc. Também há muito caso de violência doméstica entre lésbicas." A homofobia, acredita, é essencialmente ligada à misoginia: "A gente vive numa sociedade que não olha bem as mulhereres. Termos como "mulherzinha" são constantemente usados para diminuir os homens; o gay é atacado por ser visto como feminino." A professora conta dos ataques feitos contra seu blog e as ameaças vindas de machistas com as quais convive há anos: "Para esses caras, feministas, que são mulheres que defendem outras mulheres, são alvo de ódio em dobro." Aronovich também analisa o efeito que a misoginia teve na política: "A última eleição foi o duelo entre o 'homem de bem' contra a 'mulher leviana'. Dilma sempre foi criticada por ser mulher! Uma coisa é você criticar o governa da pessoa, outra é atacar a pessoa por ser mulher. Quantas vezes a hashtag #queremosdilmanaplayboy foi parar nos trending topics?". Os homens hétero e cis também poderiam se beneficiar com o fim do machismo e da misoginia, finaliza: "o homem hétero tem que provar o tempo todo que é homem com H, homem macho. Imagina que maravilha se os homens pudessem viver sem ter que reforçar o tempo todo sua masculinidade?".
    Tags: homossexual , gays , lésbicas , machismo , bissexuais , transgêneros , marcio caparica , lgbttt , travestis e transexuais , misoginia , lola aronovich

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  • Laerte Coutinho: "novas gerações estão propondo novas formas de ser trans"
    por: Lado Bi03/03/2017 13h41
    Lado Bi no. 180 - Diversidade Fazer com que pessoas dos mais variados históricos se conheçam e apreciem (e valorizem!) suas diferenças é a chave para uma sociedade melhor. Essa é a crença dos organizadores do Boteco da Diversidade, evento que está acontecendo mensalmente no SESC Pompeia, em São Paulo. Três envolvidos com essa iniciativa são os convidados do LADO BI dessa semana: a cartunista Laerte Coutinho, a psicóloga Elaine Bortolanza, integrante da Daspu, e Larissa Meneses, Supervisora do Núcleo Socioeducativo do Sesc Pompeia. Bortolanza aponta os novos rumos que a compreensão da identidade de gênero está tomando: "antes a transexualidade era vista como uma patologia, hoje está mais ligada a uma expressão cultural". Laerte elogia as novas maneiras de se manifestar a transexualidade que brotaram nos últimos anos: "forma-se uma discussão mais densa e mais produtiva sobre o que é gênero, expressão de gênero, e as diferentes entre isso e orientação sexual". Bortolanza aponta como outros grupos estão entrando na consciência dos direitos das minorias: "estamos começando a dar mais atenção para outros grupos que estão nessa posição do não-direito, como os refugiados". Laerte termina por apontar a importância que promover a diversidade tem para todas as pessoas: "os direitos humanos dizem respeito a todas as pessoas cidadãs do país, beneficiam a todos".
    Tags: homossexual , puta , prostituta , sesc pompéia , prostituição , gays , lésbicas , bissexuais , transgêneros , daspu , laerte coutinho , lgbttt , travestis e transexuais , elaine bortolanza , davidda

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