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  • "O Islã não tolera qualquer tipo de discriminação", diz professora da USP
    por: Lado Bi24/03/2017 10h38
    Lado Bi no. 183 - Islã A fé muçulmana é constantemente retratada de maneira negativa por nossa cultura cristã ocidental, principalmente quanto à maneira como trata LGBTs. Mas quais são as verdadeiras filosofias do Islã quanto à homossexualidade e a transgeneridade? A professora Francirosy Barbosa, coordenadora do Grupo de Antropologia de Contextos Islâmicos e Árabes da USP Ribeirão Preto, é a convidada do programa dessa semana. Ela explica que a visão da maior religião do mundo não é tão diferente daquelas que a precederam: "a homossexualidade no Islã, assim como no judaísmo e no cristianismo, é considerada interdito, 'haram'". A sexualidade de todas as pessoas, nessa cultura, é considerada algo de cunho privado: "No Islã, se você não publiciza sua homossexualidade, ninguém tem o direito de interferir na sua vida". Esse ainda é um assunto muito recente na história de todas as religiões, ela afirma: "não acredito que a homossexualidade vai deixar de ser considerada haram, mas certamente o que vai mudar é como os muçulmanos vão lidar com isso". Ela frisa que o Islã tem, por princípio, não discriminar jamais qualquer pessoa: "Um muçulmano temente a deus jamais vai discriminar quaisquer seres humanos, e jamais pode dizer que alguém não é muçulmano por qualquer razão." A necessidade de estabelecer um binarismo em tudo no mundo é responsável pelo fenômeno das cirurgias de mudança de sexo no Irã, que recebem apoio do Estado: "Não se pode ter nada 'intermediário': ou você é homem ou você é mulher. O Irã instituiu que o ser humano tem que definir sua orientação sexual - nesse caso, com a cirurgia." Barbosa também desmistifica a questão do uso do hijab, o véu das mulheres muçulmanas: "O lenço da mulher muçulmana é uma obrigação alcorânica, mas vinda de Deus. Nenhum homem pode obrigá-la a usar o lenço". E aponta o preconceito dos brasileiros: "o grande problema das mulheres muçulmanas no Brasil, na verdade, é que aquelas que querem usar hijab não conseguem emprego." Produção e apresentação: Marcio Caparica
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  • Amanda Nunes: "nunca tentei mudar, sabia que seria campeã do jeito que sou"
    por: Lado Bi17/03/2017 12h03
    Lado Bi no. 182 - Amanda Nunes Essa semana o LADO BI entrevista Amanda Nunes, campeã da categoria peso-galo do UFC. A lutadora consolidou sua posição entre as grandes atletas do MMA quando, em dezembro, nocauteou a ex-campeã Ronda Rousey em menos de 50 segundos. E, em seguida, comemorou a vitória com sua namorada, Nina, no ringue. "Eu nunca escondi de ninguém que sou lésbica", afirma. "Mesmo antes dessa luta, eu já mostrava no Instagram que estamos juntas." Ela afirma que sente a maneira como a mídia e o UFC dão mais projeção a Rousey, por seguir um padrão de beleza padrão, mas resiste a tentar enveredar pelo mesmo caminho: "Eu sabia que seria campeã do jeito que sou, independente do que o UFC quer fazer com a divisão". Nunes conta sua trajetória até conquistar o cinturão do UFC: "eu dormia na academia para não gastar com transporte. Mesmo depois de conseguir ir para os Estados Unidos treinar, continuava focada. Quando surgiu a oportunidade de lutar por lá, três meses depois, estava preparada". Acostumada a treinar com homens, lembra-se que já surpreendeu vários machos incautos: "o jiu-jitsu é um esporte que usa bastante a técnica. Eles pensavam que é só questão de força, mas, como treino a mais tempo, tenho a técnica mais refinada e acabava finalizando". No futuro, quer ajudar outras garotas a seguirem a trajetória de sucesso que traçou: "penso em abrir uma academia para o público feminino, ajudar as meninas a chegarem lá mais rápido e darem porrada".
    Tags: homossexual , mma , gays , vale-tudo , lésbicas , ufc , bissexuais , transgêneros , lado bi , ronda rousey , lgbttt , travestis e transexuais , amanda nunes

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  • Lola Aronovich conta como enfrentou e venceu os ataques de trolls machistas
    por: Lado Bi10/03/2017 11h38
    Lado Bi no. 181 - Misoginia "O machismo é o medo que os homens têm das mulheres sem medo". Essa frase de Eduardo Galeano orienta o trabalho da convidada do LADO BI dessa semana, a professora Lola Aronovich, professora da Universidade Federal do Ceará e autora do "Escreva, Lola, Escreva", um dos principais blogs feministas do Brasil. Aronovich analisa os efeitos da misoginia em nossa cultura, especialmente sobre a vida de LGBTs. "Eu nunca vi uma pessoa misógina que não fosse homofóbica", aponta. Mas lembra que pessoas LGBT também podem ser misóginas: "A gente vê muita misoginia por parte de gays, que dizem que têm nojo da vagina, etc. Também há muito caso de violência doméstica entre lésbicas." A homofobia, acredita, é essencialmente ligada à misoginia: "A gente vive numa sociedade que não olha bem as mulhereres. Termos como "mulherzinha" são constantemente usados para diminuir os homens; o gay é atacado por ser visto como feminino." A professora conta dos ataques feitos contra seu blog e as ameaças vindas de machistas com as quais convive há anos: "Para esses caras, feministas, que são mulheres que defendem outras mulheres, são alvo de ódio em dobro." Aronovich também analisa o efeito que a misoginia teve na política: "A última eleição foi o duelo entre o 'homem de bem' contra a 'mulher leviana'. Dilma sempre foi criticada por ser mulher! Uma coisa é você criticar o governa da pessoa, outra é atacar a pessoa por ser mulher. Quantas vezes a hashtag #queremosdilmanaplayboy foi parar nos trending topics?". Os homens hétero e cis também poderiam se beneficiar com o fim do machismo e da misoginia, finaliza: "o homem hétero tem que provar o tempo todo que é homem com H, homem macho. Imagina que maravilha se os homens pudessem viver sem ter que reforçar o tempo todo sua masculinidade?".
    Tags: homossexual , gays , lésbicas , machismo , bissexuais , transgêneros , marcio caparica , lgbttt , travestis e transexuais , misoginia , lola aronovich

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  • Laerte Coutinho: "novas gerações estão propondo novas formas de ser trans"
    por: Lado Bi03/03/2017 13h41
    Lado Bi no. 180 - Diversidade Fazer com que pessoas dos mais variados históricos se conheçam e apreciem (e valorizem!) suas diferenças é a chave para uma sociedade melhor. Essa é a crença dos organizadores do Boteco da Diversidade, evento que está acontecendo mensalmente no SESC Pompeia, em São Paulo. Três envolvidos com essa iniciativa são os convidados do LADO BI dessa semana: a cartunista Laerte Coutinho, a psicóloga Elaine Bortolanza, integrante da Daspu, e Larissa Meneses, Supervisora do Núcleo Socioeducativo do Sesc Pompeia. Bortolanza aponta os novos rumos que a compreensão da identidade de gênero está tomando: "antes a transexualidade era vista como uma patologia, hoje está mais ligada a uma expressão cultural". Laerte elogia as novas maneiras de se manifestar a transexualidade que brotaram nos últimos anos: "forma-se uma discussão mais densa e mais produtiva sobre o que é gênero, expressão de gênero, e as diferentes entre isso e orientação sexual". Bortolanza aponta como outros grupos estão entrando na consciência dos direitos das minorias: "estamos começando a dar mais atenção para outros grupos que estão nessa posição do não-direito, como os refugiados". Laerte termina por apontar a importância que promover a diversidade tem para todas as pessoas: "os direitos humanos dizem respeito a todas as pessoas cidadãs do país, beneficiam a todos".
    Tags: homossexual , puta , prostituta , sesc pompéia , prostituição , gays , lésbicas , bissexuais , transgêneros , daspu , laerte coutinho , lgbttt , travestis e transexuais , elaine bortolanza , davidda

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  • Coaching voltado para LGBTs ajuda a sair do armário e combater preconceitos
    por: Lado Bi20/02/2017 12h05
    Lado Bi no. 179 - Coaching Esta semana o LADO BI descobre o que é o processo de coaching e como ele pode ser feito especificamente para a população LGBT. A convidada é Flavia Adura, fundadora da empresa Buttlerfly Coaching. Especializada em ajudar lésbicas a desenvolverem seu potencial, Adura explica qual é a vantagem de se trabalhar com um coach que também é LGBT: "quando você está com uma pessoa que passou pelos mesmos problemas e dificuldades, você tem um atendimento focado nos seus problemas". Grande parte do trabalho que faz com suas clientes, conta Adura, é ajudá-las a sair do armário: "se alguém tem que viver escondendo quem é, estará fragilizada. Isso prejudica a vida profissional e pessoal." Mas declarar-se homossexual não é tudo: a coach também aponta a necessidade de se livrar de crenças limitantes quanto à homossexualidade e a homofobia internalizada: "Só porque você se assumiu não quer dizer que você está bem com tudo o que sofreu e o que lhe foi ensinado na infância". Isso pode levar a um comportamento de supercompensação: "Há pessoas que pensam: 'se é errado, eu preciso ser muito melhor em tudo, para que ninguém tenha nada de ruim para falar de mim'," conclui. produção e apresentação: Marcio Caparica
    Tags: homossexual , coaching , gays , lésbicas , bissexuais , transgêneros , sair do armário , marcio caparica , lgbttt , travestis e transexuais , flavia adura

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  • Rico Dalasam: "ser uma bicha preta adolescente é uma glória, uma flor rara"
    por: Lado Bi14/02/2017 09h48
    Lado Bi no. 178 - Rico Dalasam Esta semana o Lado Bi traz ao estúdio Rico Dalasam, o primeiro rapper brasileiro abertamente gay. Ele conta como foi crescer na periferia, lidando com o conflito entre sua sexualidade e a cultura com que se identificava: "Eu não tinha muito desejo de ir nas festas gays, porque eu não me via lá. Eu ia nas festas de rap, onde eu não pegava ninguém, mas era onde eu me via nas pessoas." Hoje, ele abriu caminho em uma carreira bem-sucedida no rap, e, acredita, está mudando a maneira como o rap enxerga LGBTs: "Os orixás do rap respeitam o que eu faço: Mano Brown, Criolo, Emicida. Eu já fiz coisas com os maiores nomes, existe uma reciprocidade. Quando esses caras se veem em mim de algum jeito, isso quebra alguns conceitos que eles tinham em sua visão de mundo". Dalasam critica a maneira como a indústria se apropria da cultura da periferia, sem lhe dar nada em troca: "O que bate aqui da periferia, quando bate, é alguma manifestação cultural que o hype aceita, alguma coisa da nossa imagem que o mundo branco aceita e acha válido se apropriar. Mas isso não dá retorno nenhum pra gente. A favela não recebe royalties de nada". O rapper explica como usa sua imagem como arma: "A imagem para mim tem esse papel: se eu falar ninguém vai ouvir, então vou usar meu corpo como estandarte pra dizer que eu não me adequo. Quando todo dia morre alguém por ter atitude, isso passa além da mera atitude". Ciente de seu papel como referência para jovens negros LGBT, ele celebra as identidades que se encontram em sua pessoa: "Ser uma bicha adolescente preta é uma glória, é uma borboleta rara, é um bicho bonito, uma flor rara. Hoje ter uma bicha preta pra ser ver na vida de um menino gay preto é algo mágico. Hoje eu me vejo neles e penso "caralho, eu não vivi os 14 anos".
    Tags: mano brown , rap , homossexual , gays , lésbicas , bissexuais , transgêneros , pedro paulo soares pereira , lgbttt , rico dalasam , travestis e transexuais

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